Real Clínica
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Oftalmologia
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Oftalmologia

A monitorização da acuidade visual e eventuais Erros Refractivos é da maior importância na criança e no adulto.
Na consulta de oftalmologia também se avalia o paralelismo dos eixos visuais para pesquisa de eventuais Ambliopias ou Estrabismos, despiste de Cataratas no sector anterior, bem como a avaliação do fundo ocular para despiste de patologias como a Retinopatia Diabética, Atrofia Óptica ou Degenerescência Macular.
A medição da pressão intra-ocular permite despistar a ocorrência de Glaucoma, mais comum em idades superiores a 40 anos de idade.

Corpo Clínico

Dr. Fernando Fernandes

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Glossário

  1. Miopia - Quando a córnea é demasiado curva ou o globo ocular é demasiado volumoso sendo as imagens focadas antes da retina, causando uma visão desfocada ao longe e nítida ao perto.
  2. Hipermetropia - Quando a córnea é demasiado plana ou o globo ocular é demasiado curto sendo as imagens focadas atrás da retina causando uma visão desfocada ao perto. No jovem a elasticidade do cristalino e a contracção do músculo ciliar permitem atenuar os sintomas por um  processo de Acomodação que é finito no tempo.
  3. Astigmatismo - Quando a córnea apresenta irregularidades de forma estando frequentemente associado a miopias e hipermetropias.
  4. Presbiopia - Quando o mecanismo de Acomodação se deteriora há uma progressiva perda da visão ao perto, agravando-se geralmente até aos 60 anos de idade.
  5. Pequenos Erros Refractivos - Quando as alterações estruturais, embora presentes, não causam perda de acuidade visual, estando associadas a uso contínuo de computadores, televisão ou a leitura prolongada.

Quando ocorre estrabismo severo ou um erro refractivo unilateral nos primeiros anos de vida há uma perda marcada da acuidade visual que influencia processos de desenvolvimento da criança. Quando diagnosticada até aos 6/7 anos de idade é geralmente reversível quando corrigida com oclusão do olho são.

Quando os eixos visuais perdem o paralelismo por descoordenação dos músculos oculares, causam a perda de visão estereoscópica com o cérebro a receber duas imagens diferentes. Quando não corrigido pode levar a Ambliopia. Apresenta um carácter hereditário.

Quando o cristalino perde a transparência com ocorrência de visão turva causando:

  1. Visão turva
  2. Visão dupla num olho
  3. Diminuição da sensibilidade ás cores
  4. Frequente mudança de lentes oculares
  5. Diminuição da acuidade visual nocturna


As cataratas podem ser classificadas em 4 tipos:

  1. Catarata Senil – Decorrente do processo de envelhecimento após os 60 anos de idade
  2. Catarata Traumática – Após trauma ocular
  3. Catarata Congénita - Hereditária
  4. Catarata Secundária – Surge como consequência de uma patologia ocular avançada, ou diabetes e terapêuticas medicamentosas crónicas

O tratamento eficaz das cataratas consiste na remoção cirúrgica que tem evoluído muitíssimo nos últimos anos com recurso a tecnologias que permitem uma reabilitação visual rápida.

Quando o nervo óptico é afectado pelo aumento da pressão intra ocular cursando com alterações do campo visual e perda de fibras nervosas em certas zona do nervo óptico (Escavação).

Podemos identificar 2 tipos de Glaucomas responsáveis por 90% dos casos de cegueira em Portugal:

  1. Glaucoma crónico de ângulo aberto – Quando humor aquoso é drenado de forma pouco eficiente com aumento da pressão intra ocular e consequente lesão do Nervo Óptico, de forma lenta e indolor. Esta situação assintomática deve ser diagnosticada precocemente com exame oftalmológico de rotina depois dos 40 anos de idade por forma a encontrar o melhor tratamento que permita baixar a pressão intra ocular.
  2. Glaucoma agudo de ângulo fechado – Quando há um bloqueio da drenagem do humor aquoso, com aumento súbito e severo da pressão intra ocular acompanhado de  visão turva, cefaleias, vermelhidão do olho, dor ocular interna, e náuseas ou vómitos.
O tratamento é uma situação de emergência em Oftalmologia.

Quando os elevados níveis de glicémia lesam os vasos sanguíneos oculares. O paciente diabético deve consultar com frequência o oftalmologista para que a evolução seja o mais favorável possível.

Existem 2 grandes grupos:

  1. Retinopatia diabética não proliferativa – Quando os vasos sanguíneos da Retina perdem plasma causando edema, acumulação de gordura e hemorragias finalizando com a oclusão dos vasos e isquémia que afecta a Mácula.
  2. Retinopatia diabética proliferativa – Quando a isquémia é muito severa a retina tenta formar novos vasos que pioram a situação clínica e podem causar um descolamento da retina com perda grave da visão.
A monitorização frequente da glicémia e tensão arterial é o melhor tratamento por forma a prevenir esta consequência limitativa da diabetes, que em situações limite requer cirurgia com prognóstico reservado.

Quando o nervo óptico atrofia por perda de células nervosas, podendo afectar o campo visual total ou parcialmente.É muitas vezes secundária a outras patologias oculares/não oculares.

A Mácula permite fixar o centro das imagens e quando degenera temos uma sombra central sem alteração da periferia do campo visual. Afecta frequentemente ambos os olhos e existem 2 tipos:

  1. Exsudativa ou húmida – Quando há formação de novos vasos por baixo da mácula com edema e hemorragias que causam perda de visão acentuada e rápida evolução.
  2. Atrófica ou seca – É a forma presente em 90% dos casos com perda de visão moderada e lenta.

A parte mais anterior e transparente do globo ocular. Tem um papel importante na focagem das imagens no interior do olho.

É uma estrutura transparente, em forma de lente, situada na área pupilar e atrás da íris. A sua principal função é a focagem fina das imagens na retina.

A parte que dá cor aos olhos. Regula a quantidade de luz que entra no globo ocular.

Região especial da retina com particular importância na visão fina da forma e da cor.

É o nervo que liga o olho ao cérebro. Transmite ao cérebro os impulsos nervosos produzidos pela retina onde são depois interpretados como imagens.

É a zona escura e circular no centro da íris. É o espaço por onde as imagens penetram no nosso olho.

É uma membrana composta por células nervosas que reveste o interior do globo ocular. Converte as imagens em impulsos nervosos que são transmitidos ao cérebro pelo nervo óptico.

É uma substância gelatinosa e transparente que preenche o globo ocular atrás do cristalino.

 
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