Com a chegada do Verão e das temperaturas mais elevadas, é importante relembrar a importância de manter os níveis de consumo de água adequados ao longo do dia, por forma a evitar propícias à desidratação.
A desidratação é um fenómeno que ocorre quando o corpo perde mais líquidos e eletrólitos do que ingere. Nesta situação são comprometidas as funções básicas do nosso corpo, tais como:
A desidratação pode variar na sua gravidade de leve a grave. Nos casos mais graves há risco de entrada em choque, insuficiência renal e outras complicações.
Diversas publicações médicas realçam que repor líquidos de forma adequada é essencial para evitar o internamento hospitalar e complicações mais graves.
A desidratação manifesta-se por sintomas físicos e cognitivos que variam conforme a gravidade:
Quando a desidratação é mais grave, pode ocorrer:
Nas crianças devemos estar atentos a sinais adicionais como irritabilidade, choro sem lágrimas e sonolência muito evidente.
Os pacientes idosos são particularmente vulneráveis e a desidratação pode ter manifestações atípicas, com confusão mental, desorientação e fraqueza muscular.
Na ocorrência de vómitos persistentes, diarreia intensa, febre alta ou incapacidade de ingerir líquidos, procure atendimento médico imediato.
Uma avaliação clínica identifica a causa real dos sintomas e evita complicações renais e cardiovasculares. Marque consulta na Real Clínica.
Marcar ConsultaA desidratação tem causas diversas, quase sempre relacionadas com perda aumentada de líquidos, ingestão insuficiente ou alterações na retenção de água.
As causas mais comuns incluem:
A desidratação também pode ocorrer por ingestão insuficiente de água, especialmente em ambientes quentes ou durante atividade física prolongada.
A desidratação afeta com maior frequência as crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas.
As crianças têm maior risco porque sua proporção de água corporal é maior e a capacidade de concentrar urina é menor, para além disso, os vómitos e diarreia desidratam mais rapidamente.
A desidratação em bebés pode evoluir muito rapidamente e requer cuidados médicos imediatos.
Os idosos têm menor sensação de sede, capacidade renal reduzida e muitas vezes usam medicamentos (diuréticos, antidepressivos) que favorecem a perda de água, o que aumenta a probabilidade de desidratação mesmo com temperatura moderadas.
Pessoas com doenças crónicas — insuficiência cardíaca, doença renal, diabetes, doenças neurológicas, ou que recebem quimioterapia — também apresentam maior suscetibilidade.
Em todos esses grupos, a monitorização regular do estado de hidratação e a educação familiar/cuidadora são cruciais.
Episódios de desidratação são evitáveis com hábitos simples e medidas adaptadas à situação clínica.
Em primeiro lugar, mantenha ingestão regular de líquidos ao longo do dia; água é a melhor opção.
Em situações de atividade física intensa ou calor, bebidas com eletrólitos (sais e glicose) podem ser úteis para repor sais perdidos pelo suor.
Evite consumo excessivo de bebidas alcoólicas e com alto teor de cafeína, pois têm efeito diurético.
Não desvalorize a ingestão de água antes, durante e após exercícios; em atividades prolongadas, beba pequenos volumes a cada 15–20 minutos.
Adapte a ingestão ao clima: aumente a ingestão em dias quentes ou húmidos.
Para idosos e doentes crónicos, estabeleça horários regulares e supervisão quando necessário.
Controle as ccondições que favorecem perda de líquidos — trate diarreias e vómitos precocemente, ajuste a medicação sob orientação médica e monitorize glicémia em diabéticos.
Às crianças ofereça líquidos frequentemente, e evite jejum prolongado; para bebés amamentados, aumente a frequência das mamadas se houver febre ou diarreia.
Quando os sintomas de desidratação são ligeiros, soluções de reidratação oral são eficazes; com sinais de desidratação grave (confusão, pulso fraco, muito pouca urina), procure assistência médica de emergência para reidratação intravenosa.
Consulta de medicina geral com análises clínicas para despistar desequilíbrios hidroeletrolíticos. Resultados rápidos e plano de correção personalizado.
Marcar AvaliaçãoEm adultos saudáveis, recomenda-se geralmente cerca de 1,5–2,5 litros por dia (aproximadamente 6–10 copos), dependendo da actividade física, clima, peso e saúde geral.
Ajuste para mais em esforço físico, calor ou febre; siga orientação médica se tiver doença crónica.
Sede, boca seca, diminuição da produção de urina, urina concentrada (escura), cansaço, tonturas ou confusão são sinais de alarme.
Em bebés, deverá ter em atenção: menor número de fraldas molhadas, fontanela afundada ou choro sem lágrimas.
Sim: urina muito clara indica boa hidratação; urina amarelo-escura sugere desidratação.
Alguns alimentos, suplementos ou medicamentos podem alterar a cor da urina, por isso, avalie outros sinais também.
Em doses moderadas, café e chá não causam desidratação significativa em consumidores habituais. Em excesso, têm um efeito diurético leve; água continua a ser a melhor opção para repor líquidos.
Sim. Crianças, especialmente bebés, têm maior percentagem de água corporal e perdem líquidos mais rapidamente com vómitos/diarreia ou febre, pelo que desidratam mais depressa.
Soluções de re-hidratação oral são melhores para repor água e eletrólitos na ocorrência de diarreia ou vómitos.
Água com uma pitada de sal caseira não é recomendado como substituto; use formulações comerciais.
Procure um médico com urgência se houver confusão, sonolência marcada, pouco ou nenhum débito urinário, pulso muito rápido, pele fria e pegajosa, pressão arterial baixa, tonturas graves, vómitos/diarreia persistentes ou convulsões.
Em bebés: fontanela afundada, ausência de lágrimas, muito pouca urina.
Sim. A sensação de sede diminui com a idade; os idosos devem beber regularmente durante o dia, mesmo sem vontade, e ter lembretes ou apoio se houver dependência ou problemas cognitivos.
Ajustar conforme condições médicas (ex.: insuficiência cardíaca, doença renal) e orientação clínica.